Como mudar a sua autoimagem + 3 exercícios poderosos

Parte 1 — A autoimagem e a manifestação dos desejos

Muitas vezes, você consegue uma coisa aqui, faz uma visualização e manifesta mais alguma coisa, mas talvez não consiga avançar e chegar a algum lugar. E o motivo pode ser algo que você não enxergava, ou, melhor, que enxergava com defeito: a autoimagem. E é sobre isso que vamos conversar hoje, porque, se a sua autoimagem não for forte o suficiente e estiver alinhada com a autoestima, a sua vida não vai sair do lugar.

Autoimagem e autoestima são coisas diferentes

A autoimagem é como você se descreve. Quem eu sou? Como descrevo minhas características, minhas capacidades, minha personalidade, minha aparência, meus comportamentos e minhas possibilidades? A autoimagem é completamente subjetiva e também dinâmica e, por isso, pode mudar com base em experiências e opiniões de outras pessoas.

A autoestima é o valor e o afeto que atribuo a essa imagem que tenho de mim. Aqui entra a emoção. Você pode reconhecer uma característica sua que precisa melhorar e, ainda assim, não ter baixa autoestima. Por exemplo, seu chefe te diz: “Você não vendeu bem este mês”. Se você tiver a autoestima elevada, vai pensar: “O que eu preciso aprender ou fazer para vender mais no próximo mês?”. Ou pode simplesmente entrar no vitimismo: “Eu sou um fracassado mesmo, nada dá certo para mim, o fulano me passou para trás, eu não sou bom em nada”.

E existe ainda o autoconceito

Eu vou acrescentar o autoconceito, que são as ideias e crenças que temos de nós. Imagine que, quando você era criança, não era escolhido para o time. Então você se sentiu rejeitado: “Ninguém me escolheu”. A partir daí, pode ter surgido o pensamento “ninguém gosta de mim” ou “não sou interessante” e, finalmente, ele cria a identidade de “eu sou uma pessoa insegura”.

Começou com uma experiência, uma série de pensamentos negativos, que se tornou uma crença e que virou uma identidade. E agora, como ele acredita que é inseguro, o foco do cérebro está em situações que confirmem isso.

Você pode ter uma característica que é neutra. Por exemplo: “Eu sou alta”. Mas, quando você coloca a autoestima em cima disso, isso pode se transformar em: “Nossa, que vergonha, sou desengonçada, nunca encontro calça para mim”. E talvez você sinta uma emoção negativa relacionada a isso.

Você começa a criar uma narrativa negativa em cima de algo que é neutro. Por outro lado, quem tem boa autoestima diz: “Eu sou elegante, as roupas ficam ótimas em mim, eu me destaco”, etc.

Como eu faço para mudar minha autoimagem?

Escolhendo, a partir de agora, uma nova autoimagem. E isso irá resultar em uma nova identidade. Apenas tomando a decisão.

Parte 2 — A nova autoimagem e os desafios do caminho

Pode parecer algo muito simples, mas é exatamente isso. Quantas pessoas você conhece que, após anos como fumantes, decidiram parar de fumar de um dia para o outro? A pessoa assumiu uma nova autoimagem e mudou a identidade.

E não importa o quanto a sua autoestima diz que você merece , e o quanto você diz que se ama e que se cuida, pois A AUTOIMAGEM sempre vai manifestar aquilo que você pensa que é. Porque a autoimagem é a nossa identidade. E nós sempre vamos viver de acordo com a nossa identidade.

Por isso, é muito importante manter a autoestima elevada e combinar isso com uma boa história de quem eu sou a partir de agora, incorporando a mentalidade e as características da pessoa que você quer se tornar. O seu objetivo, a partir de agora, é focar exclusivamente em quem você decidiu ser. Você deve ensaiar mentalmente, várias vezes ao dia, e construir uma autoimagem forte o suficiente para não reagir mais àquilo que fazia parte da sua antiga identidade.

Fonte: Pinterest

Eu gosto de pensar que, quando decidimos por uma nova autoimagem, é como se pegássemos um trem e deixássemos nossas crenças, traumas e experiências negativas para trás. Por um tempo, durante o percurso, que é a nossa jornada de evolução, vamos ainda lembrar da nossa antiga cidade, ou seja, das crenças e de todo aquele pacote, mas temos que ter em mente um mantra: decisão tomada, decisão assumida!

E, durante esse tempo, você vai ser “testado” com os pensamentos, comportamentos e medos do seu antigo eu. Mas você tem que persistir e ter fé em si mesmo e entender que todas as circunstâncias atuais são apenas a bagunça deixada pelo seu antigo eu. Demora um tempo para o nosso cérebro automatizar e assumir o padrão do seu novo eu.

Vamos imaginar que você, durante anos, tinha uma identidade ciumenta, insegura e impulsiva, não conseguia colocar limites, se achava feia e não gostava da imagem que via no espelho. E, claro, combinado com a autoestima baixa, você atraía relacionamentos que reforçavam tudo isso.

Provavelmente, o seu parceiro ou a sua parceira não dava a atenção que você queria, você não conseguia demonstrar o que sentia por medo de ser rejeitada e abandonada, se sentia sozinha e talvez as outras áreas da vida também refletissem esse caos. E mesmo que seus amigos te dissessem o quão incrível, talentosa e bonita você era, isso não surtia efeito, porque você acreditava apenas no que via no espelho e na história de insegura, ciumenta, carente e por aí vai.

E um dia você decidiu acordar e deixar essa identidade tão sofrida. E pode ter certeza de que, durante muito tempo, o fantasma da sua velha identidade vai vir te assombrar com pensamentos e as velhas histórias. Por isso, você precisa ter uma identidade muito clara de quem você é a partir de agora para não cair nos velhos hábitos da sua antiga mente.

Eu fui essa pessoa

Eu fui essa pessoa que acabei de descrever. Após meses buscando o que estava de errado, tentando consertar o relacionamento, fazendo terapia, lendo livros, derramando lágrimas e vivendo um processo de autoabandono, eu decidi dar o basta.

E prometi a mim mesma que, acontecesse o que acontecesse, eu não iria desistir de cuidar de mim e descobrir quem eu era. Eu me via poderosa, feliz, bonita, saudável e financeiramente estável novamente. Eu construí mentalmente uma autoimagem de uma pessoa forte, corajosa e livre e fui contando essa história muitas vezes, juntamente com comportamentos que acompanharam essa nova versão, e foi assim que consegui me tornar quem eu decidi ser — e ainda melhor.

Lembre-se de que você precisa construir sua imagem tão forte a ponto de que as circunstâncias externas não te abalem. E, se essa é a realidade que você tem, é porque foi criada a partir da sua velha identidade, e seu cérebro está acostumado a recriar as situações e fazer você enxergar os aspectos da sua velha identidade: “Eu não sou bom com dinheiro”, “nunca sobra dinheiro”, “não tenho jeito para os negócios”, “eu sou carente”, “não sou inteligente o suficiente” e etc.

Desde o momento em que você toma a decisão até a sua mudança de identidade, é um momento de fé, pois, como disse acima, o seu cérebro vai trazer aspectos da sua velha identidade porque ele está acostumado com esses caminhos neurais, e você precisa treiná-lo novamente.

Não fique esperando evidências e também não espere ter para ser. Você tem que decidir quem quer se tornar, visualizar, mentalizar e soltar. Não precisa checar as mensagens a todo momento ou ficar conferindo o saldo bancário. Quando estamos em dúvida ou com medo, significa que não assumimos de verdade e voltamos umas três casas para a nossa velha identidade.

E não se preocupe, porque o cérebro adora constância e catalogar as coisas, e ele vai te trazer as evidências.

Mas eu só preciso decidir e mais nada?

Você decide a mudança, cria uma nova história, sustenta a sua decisão e, a partir daí, você vai começar a tomar atitudes e desenvolver um comportamento de acordo com essa nova personalidade. E você será surpreendido quando mudar a autoimagem, porque isso faz com que evoluamos e nos tira da zona de conforto.

Se você tentou manifestar algo no passado que estava desalinhado da sua identidade, provavelmente você se sabotou, porque nossa mente quer economizar energia e fazer apenas o que está acostumada. Por isso, agimos sempre na zona de conforto.

Mas, quando você muda sua autoimagem, você passa a ter atitudes que estão fora dessa zona de conforto e aí, sim, você evolui e consegue conquistar seus objetivos.

Sua manifestação só pode acontecer quando você estiver vibrando no mesmo nível da sua identidade. Quando a sua identidade vibrar como a pessoa que já tem isso.

Parte 3 — Exercícios

Talvez apenas decidir não seja suficiente, porque o cérebro gosta de ter ações, de ter tarefas para cumprir.

Então, a primeira tarefa é:

1. Lista “Quem sou eu” + frequência 528 Hz

Pegue caneta e papel e, do lado esquerdo, no topo, você vai escrever “Meu velho eu / velhas histórias”. Você vai escrever todas as suas características e padrões do seu velho eu, as características que você não quer mais ter.

Exercício 1 — Lista “Quem sou eu” + frequência 528 Hz

Pegue papel e caneta.

Do lado esquerdo, no topo, você vai escrever:

Meu velho eu / Velhas histórias

E vai escrever todas as suas características e padrões do seu velho eu — as características que você não quer mais ter.

Por exemplo:

Eu sou uma pessoa que…

  • Desiste facilmente.
  • Tem medo de arriscar.
  • Não consegue dizer não.
  • É feia.
  • É magra demais.
  • Não gosta do próprio cabelo.
  • É ciumenta.
  • Não consegue prosperar.
  • É ruim com dinheiro.
  • Gasta mais do que recebe.

Do lado direito, você vai escrever:

Minha nova identidade / Novas histórias

E vai escrever quem você decidiu ser.

Por exemplo:

  • Eu sou corajosa.
  • Eu sei impor limites.
  • Eu concluo tudo o que inicio.
  • Eu sou saudável.
  • Eu sou viajada.
  • Eu sou uma ótima vendedora.
  • Eu sou magnética.
  • Eu sou amada.
  • Eu atraio olhares onde eu entro.
  • Eu acredito que o dinheiro vem de maneira fácil e de muitas formas.
  • Eu sou respeitada.
  • Eu sou divertida.

Então, você vai gravar esse texto com a sua voz no aplicativo de gravação do celular e vai escutar todos os dias, com a frequência de 528 Hz ou uma frequência maior. Procure no YouTube, porque existem muitas opções, como essa aqui que eu uso muito.

E, quando a sua realidade ainda trouxer coisas desagradáveis, você vai continuar focando no lado direito da lista.

Na nova identidade.

2. Exercício da revisão

É um exercício inspirado em Neville Goddard, chamado método de revisão. A proposta é reescrever mentalmente a narrativa de uma experiência recente negativa ou de algo que não saiu como o esperado, imaginando como você gostaria que tivesse sido.

Por exemplo, se você teve uma conversa que terminou mal, em vez de continuar revivendo aquela situação da mesma maneira, você pode voltar mentalmente à cena e imaginá-la acontecendo de uma forma diferente. Você pode imaginar as palavras que gostaria de ter ouvido, a forma como gostaria de ter se sentido e o resultado que gostaria de ter vivido.

A ideia é interromper o padrão de ficar repetindo mentalmente uma experiência desagradável e, através da imaginação, criar uma nova narrativa para aquela situação. Para Neville Goddard, a imaginação não era apenas uma forma de visualizar o futuro, mas também uma maneira de modificar a relação que temos com experiências passadas e com as histórias que continuamos contando para nós mesmos.

Ou seja, você não está tentando mudar o que aconteceu objetivamente. Você está mudando a história que continua carregando dentro de você.

Mude sua concepção de si mesmo e você automaticamente mudará o mundo em que vive. Não tente mudar as pessoas; elas são apenas mensageiras dizendo quem você é. Reavalie-se e elas confirmarão a mudança.

Neville Goddard

3. O meu lado brilhante ✨

A última é uma lista chamada “O meu lado brilhante”.

Você vai escrever uma lista de tudo o que sente que tem de bom, de coisas legais que você já fez, coisas das quais você tem orgulho, características físicas e emocionais e seus talentos.

Toda vez que você começar a escutar as histórias do seu velho eu ou achar que não é boa o bastante, você vai ler essa lista em voz alta e se lembrar de que você já é especial.


E quando eu sei que eu mudei?

A sensação de quando você tem essa nova identidade é paz. Porque você não precisa provar mais nada, não fica esperando evidências, nem fica buscando aprovação das pessoas ou se perguntando: “Já subi de nível?”.

Pelo contrário, você sente a paz porque essa é a sua nova realidade e o seu novo normal.

Com amor,

Mirian

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